quarta-feira, 9 de maio de 2012

Studio Ghibli


Quando se fala em animação japonesa, a maioria das pessoas já pensa em lutas, monstros, robôs, muitos efeitos especiais. Mas o tipo de animação aqui é outro: são os filmes do Studio Ghibli.


O Studio Ghibli surgiu em 1985, tendo como fundadores Hayao Miyazaki e Isao Takahata. O nome “Ghibli” vem do árabe e significa “vento mediterrâneo”. Miyazaki e Takahata queriam passar a ideia de um vento diferente que sopra na animação japonesa.

Mesmo estando no país das últimas novidades de tecnologia, a computação gráfica só começou a ser usada em 1994, ainda assim apenas nas cenas mais complexas. Talvez isso seja uma das coisas que o Ghibli tem, que atrai cada vez mais admiradores: o fato de fazer animações à moda antiga.

Um fator que influenciou muito na criação do Studio Ghibli, foi o grande sucesso um filme escrito e dirigido por Miyazaki, baseado em um mangá de sua autoria: Nausicäa – O Vale dos Ventos. É muito comum ver essa animação ser creditada ao Studio Ghibli, mas na verdade foi lançada um ano antes de seu surgimento.

Um dos filmes mais famosos é A Viagem de Chihiro, que levou o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2002, e também o Oscar de melhor animação em 2003, batendo fortes concorrentes, como A Era do Gelo e Lilo & Stitch.

São inúmeros títulos, aqui vão alguns:

A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi)
Chihiro é uma menina que não está muito satisfeita com a mudança de casa. No carro, a caminho de seu novo lar, seus pais pegam um atalho. Descobrem um túnel e, por curiosidade, resolvem explorá-lo. Encontram uma cidade deserta, mas com muita comida. Os pais se esbaldam no banquete, e quando Chihiro os vê, eles se transformaram em porcos. A menina então embarca em um mundo de magia na tentativa de salvar seus pais. 

Dirigido por Miyazaki, o filme traz bruxa, dragão, bebê gigante, pedras que falam, espíritos que vagam pelos lugares...os apreciadores de filmes de fantasia irão se deliciar.


 Meu vizinho Totoro (Tonari no Totoro)
Também de Miyazaki, essa animação de 1988 fez tanto sucesso, que o personagem Totoro virou o símbolo do Studio Ghibli, fez aparições em outros filmes do estúdio, e em 2010 teve uma pequena participação em Toy Story 3

É também um filme de fantasia, onde as irmãs Satsuki e Mei se mudam para uma casa no interior. Mei descobre a existência de uma criatura que ela chama de Totoro (como ela pronuncia a palavra inglesa troll). Um dia Mei desaparece, e Satsuki recorre aos poderes mágicos de Totoro para encontrá-la. A música- tema do filme nunca mais sairá da sua cabeça. É o meu preferido! 


 O Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka)
De Isao Takahata. A história se passa no final da Segunda Guerra, e tem seu foco na forte relação dos irmãos órfãos Seita, de 14 anos e sua irmãzinha Setsuko, de 4. Eles têm de viver sozinhos em um abrigo, e a situação piora quando Setsuko adoece. Foi feito um filme também, com atores, porém não o assisti.

Confesso que fiquei receosa em assistir esse filme, pois muita gente diz que é a animação mais triste já lançada. Não queria chorar em um desenho animado! Peguei lenços de papel e fui ver. Fiquei um pouco decepcionada, não com o filme em si, mas com o fato de não ter chorado nada! É triste? É. Mas nada rios de lágrimas.



Laputa - O castelo no céu (Tenku no shiro Rapyuta)
Sheeta é uma menina que literalmente cai do céu e o garoto Pazu a salva. Logo ele descobre que Sheeta estava fugindo de piratas do ar, que queriam uma pedra misteriosa que ela levava consigo. Para solucionar o mistério da pedra, eles têm de ir até Laputa, que é o nome de um castelo que fica flutuando no céu. 

Quando vi a cena de Avatar, onde tinha todas aquelas "ilhas" flutuando em Pandora, imediatamente me lembrei do castelo de Laputa. 


 Ponyo à beira-mar (Gake no ue no Ponyo)
Brunhilde é uma peixinha que mora no fundo do mar com suas irmãs e seu pai, um feiticeiro (que é humano). Ela sempre teve o desejo de conhecer o mundo e um dia consegue chegar até uma praia onde é salva pelo menino Sosuke. Ele a chama de Ponyo. Mas o pai manda espíritos do mar trazê-la de volta. Por recusar-se a ser chamada de Brunhilde novamente e de viver com o feiticeiro, Ponyo se transforma em uma menina. Uma graça!



Dica: assista os filmes com o áudio original em japonês (coloque legendas se não entender, óbvio!). Tanto a dublagem em português quanto em inglês, tiram um pouco do encantamento das animações, principalmente das músicas.

Para mais informações sobre o Studio Ghibli, acesse:

Beijos!!

* Originalmente, escrevi esse texto para o site da Associação Nipo-Brasileira de Campo Grande. Para o blog, fiz algumas modificações.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Baratas no chocolate?!

Na revista Super Interessante desse mês, tem uma reportagem sobre baratas. Não sofro de catsaridafobia (medo de baratas...nome bonito, né?), mas tenho um certo nojo. Olha só o que eu descobri:

- Baratas possuem uma gordura que protege os órgãos internos dela. É aquela gosma branca que sai quando ela leva uma chinelada.

- Baratas podem sim "morder" os seres humanos: pés, unhas e palmas das mãos e até cílios (?!). Como não tem dentes, elas raspam até formar um buraco (?!).

- Baratas podem se alimentar de restos de comida da sua boca enquanto você dorme.

- Baratas não sobreviveriam a um ataque nuclear. Aquela história de que somente as baratas e Keith Richards habitariam o planeta é balela. Agora sabemos que é apenas o Keith Richards.

- E, a pior de todas: baratas estão no chocolate que você come! Segundo a FDA (a agência americana que faz o controle alimentos e medicamentos), em uma barra, há 8 resíduos de baratas (?!), e mais uma pancada de restinhos de outros insetos. As baratinhas se encontram com o cacau na colheita e armazenamento. 

- Pessoas alérgicas ao chocolate, podem ser alérgicas aos pedacinhos de baratas e não ao chocolate em si.



Legal, né? Vamos comer comer um chocolate agora?

Beijos para todos!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Série viciante da vez: Once Upon a Time


Era uma vez, uma cidadezinha chamada Storybrook, onde todos os seus habitantes eram personagens de contos de fadas, mas nenhum deles se lembrava disso. Um belo dia, Henry, o filho adotivo da prefeita, foge da cidade em busca de sua mãe biológica. Eles se encontram e Emma, a mãe, resolve levá-lo de volta a Storybrooke. Então, tudo na cidade começa a mudar...



Henry tem um livro com toda a história e conta à Emma que somente ela poderá salvar a cidade do feitiço da Rainha Má, que na verdade é a prefeita da cidade e também a única que sabe de toda a verdade. Obviamente, Emma não acredita em nada.

Em todos os episódios, há duas narrativas: uma que se passa em Storybrook e a outra no mundo dos contos de fadas, onde a história de cada um dos personagens é revelada. Alguns personagens dá para reconhecer logo de cara, como a Chapeuzinho e a Vovó, que agora é dona de uma pousada na cidade.

Também seremos apresentados à Branca de Neve, Príncipe Encantado, Cinderela, Bela, Rumpelstilskin, Grilo Falante, o Caçador e muitos outros. É legal ficar tentando adivinhar quem é quem!

Emma é interpretada por Jennifer Morisson, a drª Cameron de House.
Recomendo muito! Assistam!

Beijos!

sábado, 21 de abril de 2012

It's raining!!

E aí que está o maior pé d'água aqui em CG City. Lembrei de uma música da Madonna da época em que ela era p*** (de onde saíram as melhores canções!). Não fez tanto sucesso, mas é linda! Chama-se Rain, saiu no álbum Erotica de 1993.


E mais uma aqui do A-ha: Rolling Thunder.




Agora deixa eu ir para o sofá, comer chocolate e assistir The Big Bang Theory.


Beijos e bolinhos de chuva para todos!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Outono em Campo Grande

O clima aqui em Campo Grande é bem amalucado. Semana passada estava frio. Na segunda caiu o maior toró, teve até um quase tornado se formando no céu. Terça, quarta e quinta fez um calor do cão, com baixa umidade do ar de brinde. Agora choveu e a temperatura caiu.

Mas mesmo com tudo isso, as paineiras na beira do córrego, na Av. Ricardo Brandão continuam lindas e floridas!

As paineiras foram plantadas pelo falecido ex-prefeito Lúdio Coelho, muitos anos trás.

Mas não se enganem com o aspecto bonitinho desse córrego! Quando cai um chuvão daqueles, essa avenida fica praticamente intransitável, água transbordando para tudo quanto é lado.

São lindas, né?!
Beijos e chocolates para todos!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ingrêis - Impressora

Olhando a parte de informática de um grande supermercado qualquer, eis o que surge na minha frente:

Tecnologia nova?
O que era wireless virou werelles. Bonito, né?!

Beijos e dicionários de inglês para todos!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Vamos alí tomar um sobá?

Moro em Campo Grande, Mato Grosso do SUL. E, aqui na cidade, temos a terceira maior colônia de descendentes da ilha de Okinawa (Japão) do Brasil. Dentre os vários costumes trazidos para cá, o principal é o sobá.

O sobá é feito com caldo de carne, macarrão, pedaços de carne bovina ou suína, cebolinha e omelete em tirinhas. O caldo não é um caldo qualquer: leva-se um bom tempo no fogo com os ossos da carne e depois coado. O macarrão também não é um macarrão qualquer, é um tipo próprio para a iguaria, feito de trigo e ovos.

Delícia de sobá!!!!
Conta a história que na década de 50, os imigrantes comiam esse prato atrás de cortinas na feira livre da cidade, longe da vista dos compradores. Porém, a curiosidade das pessoas levou ao inicio da venda do sobá. Seu sabor conquistou a todos, bem como sua peculiar maneira de degustar: fazendo barulho para sorver o macarrão e para tomar o caldo depois.

Tornou-se famoso na cidade. Todo campo-grandense que se preze já foi até a feirona tomar sobá. Ano passado, virou patrimônio imaterial da cidade. Ganhou um monumento na entrada da feira e há seis anos acontece o Festival do Sobá, onde tem até um concurso do maior comilão desse prato típico japonês (mas com uma pitada brasileira).

Monumento na entrada da Feira Central
(foto de João Garrigó para o Campo Grande News)
Além das várias barracas na feira que vendem o sobá, podemos encontrar também diversas sobarias espalhadas pela cidade. As fotos que coloquei aqui são da Sobaria Tomodachi, um dos melhores sobás de Campo Grande.


Se passar por Campo Grande, não esqueça de provar o sobá! Ah, sim: não, eu não sei fazer! Não, minha mãe também não sabe fazer! 

Beijos para todos!!