Já faz um tempinho que comprei esses dois livros: As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas, volumes 1 e 2 (Editora JBC). É que nem meu DVD "Sonhos" do Akira Kurosawa: não quero nem que respirem perto deles!
É uma edição bilíngue Português/ Japonês e, segundo a capa dos livros, um "sucesso de vendas no Japão e nos Estados Unidos". As histórias foram compiladas por Florence Sadake e ilustrações de Yoshisuke Kurosaki (vol.1) e Yoshio Hayashi (vol.2). Ilustrações essas que são um caso à parte: lindas demais! Não entendo de técnicas de desenho, mas me parece que foram feitas com aquarela.
O volume 1 tem vinte historinhas, dentre elas Momotaro, que foi a primeira história japonesa que ouvi quando criança. Nunca havia visto ela por escrito, então foi apaixonante poder ler e saber de detalhes que não conhecia.
Ah, sim...sobre a história. Um casal de velhinhos encontra um pêssego gigante, dentro dele surge um menino que eles chamam de Momotaro (momo = pêssego, taro = menino). Quando o menino cresce, vai lutar contra os ogros para salvar a vila. No blog Entre as Nuvens há um post muito bom sobre essa história.
No volume 2, podemos encontrar a lenda de Urashima Taro e também da origem do Tanabata Matsuri. Em ambos os livros há histórias de texugos mágicos, tengus (ser mitológico), pessoas que querem dar aquele jeitinho para se sair bem, mas que se ferram no final e aprendem a lição
Todas as histórias trazem uma mensagem de coragem, sabedoria, bondade... coisas difíceis de se encontrar em historinhas para crianças.
Em várias historinhas, o moti (bolinhos de arroz) é citado. Não gosto muito, mas sempre que leio, me dá uma vontade louca de comer. Principalmente em "Estátuas Agradecidas", onde as estátuas de deuses deixam um moti gigante na porta da casa de um casal de velhinhos.
Pronto, deu vontade...onde vou arranjar moti agora?!
Beijos!
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Studio Ghibli
Quando se fala em animação japonesa, a maioria das pessoas
já pensa em lutas, monstros, robôs, muitos efeitos especiais. Mas o tipo de
animação aqui é outro: são os filmes do Studio Ghibli.
O Studio Ghibli surgiu em 1985, tendo como fundadores Hayao
Miyazaki e Isao Takahata. O nome “Ghibli” vem do árabe e significa “vento
mediterrâneo”. Miyazaki e Takahata queriam passar a ideia de um vento diferente que sopra na animação
japonesa.
Mesmo estando no país das últimas novidades de tecnologia, a
computação gráfica só começou a ser usada em 1994, ainda assim apenas nas cenas
mais complexas. Talvez isso seja uma das coisas que o Ghibli tem, que atrai
cada vez mais admiradores: o fato de fazer animações à moda antiga.
Um fator que influenciou muito na criação do Studio Ghibli,
foi o grande sucesso um filme escrito e dirigido por Miyazaki, baseado em um mangá de sua autoria: Nausicäa – O Vale dos Ventos. É muito
comum ver essa animação ser creditada ao Studio Ghibli, mas na verdade foi
lançada um ano antes de seu surgimento.
Um dos filmes mais famosos é A Viagem de Chihiro, que levou o Urso de Ouro no Festival de Berlim
de 2002, e também o Oscar de melhor animação em 2003, batendo fortes
concorrentes, como A Era do Gelo e Lilo & Stitch.
São inúmeros títulos, aqui vão alguns:
A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro
no Kamikakushi)
Chihiro é uma menina que não está muito satisfeita com a
mudança de casa. No carro, a caminho de seu novo lar, seus pais pegam um atalho.
Descobrem um túnel e, por curiosidade, resolvem explorá-lo. Encontram uma
cidade deserta, mas com muita comida. Os pais se esbaldam no banquete, e quando
Chihiro os vê, eles se transformaram em porcos. A menina então embarca em um mundo de
magia na tentativa de salvar seus pais.
Dirigido por Miyazaki, o filme traz
bruxa, dragão, bebê gigante, pedras que falam, espíritos que vagam pelos
lugares...os apreciadores de filmes de fantasia irão se deliciar.
Também de Miyazaki, essa animação de 1988 fez tanto sucesso,
que o personagem Totoro virou o símbolo do Studio Ghibli, fez aparições em outros filmes do
estúdio, e em 2010 teve uma pequena participação em Toy
Story 3.
É
também um filme de fantasia, onde as irmãs Satsuki e Mei se mudam para uma casa
no interior. Mei descobre a existência de uma criatura que ela chama de Totoro (como ela pronuncia a palavra
inglesa troll). Um dia Mei
desaparece, e Satsuki recorre aos poderes mágicos de Totoro para encontrá-la. A
música- tema do filme nunca mais sairá da sua cabeça. É o meu preferido!
De Isao Takahata. A história se passa no final da Segunda
Guerra, e tem seu foco na forte relação dos irmãos órfãos Seita, de 14 anos e
sua irmãzinha Setsuko, de 4. Eles têm de viver sozinhos em um abrigo, e a
situação piora quando Setsuko adoece. Foi feito um filme também, com atores, porém não o assisti.
Confesso que fiquei receosa em assistir esse filme, pois muita gente diz que é a animação mais triste já lançada. Não queria chorar em um desenho animado! Peguei lenços de papel e fui ver. Fiquei um pouco decepcionada, não com o filme em si, mas com o fato de não ter chorado nada! É triste? É. Mas nada rios de lágrimas.
Laputa - O castelo no céu (Tenku no shiro Rapyuta)
Sheeta é uma menina que literalmente cai do céu e o garoto Pazu a salva. Logo ele descobre que Sheeta estava fugindo de piratas do ar, que queriam uma pedra misteriosa que ela levava consigo. Para solucionar o mistério da pedra, eles têm de ir até Laputa, que é o nome de um castelo que fica flutuando no céu.
Quando vi a cena de Avatar, onde tinha todas aquelas "ilhas" flutuando em Pandora, imediatamente me lembrei do castelo de Laputa.
Ponyo à
beira-mar (Gake no ue no Ponyo)
Brunhilde é uma peixinha que mora no fundo do mar com suas irmãs e seu
pai, um feiticeiro (que é humano). Ela sempre teve o desejo de conhecer o mundo
e um dia consegue chegar até uma praia onde é salva pelo menino Sosuke. Ele a
chama de Ponyo. Mas o pai manda espíritos do mar trazê-la de volta. Por
recusar-se a ser chamada de Brunhilde novamente e de viver com o feiticeiro,
Ponyo se transforma em uma menina. Uma graça!
Dica: assista os filmes com o áudio original em japonês (coloque legendas se não entender, óbvio!). Tanto a dublagem em português quanto em inglês, tiram um pouco do encantamento das animações, principalmente das músicas.
Para mais informações sobre o Studio Ghibli, acesse:
Beijos!!
* Originalmente, escrevi esse texto para o site da Associação Nipo-Brasileira de Campo Grande. Para o blog, fiz algumas modificações.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Dobra, dobra, dobra!
Adoro origami! Mas não é sempre que faço, tenho umas fases em que estou completamente sem vontade e outras em que dobro loucamente. Estou nessa última agora.
Animais não são minhas formas favoritas. As que mais gosto são as flores, caixinhas e kusudama (várias pecinhas encaixadas, formando uma "bola").
Mas hoje quero falar dos origamis mais lindos na minha opinião: as rosa Kawasaki e Yoshizawa. Elas levam o nome de seus criadores, os mestres origamistas Toshikazu Kawasaki e Akira Yoshizawa. Não são dobraduras para iniciantes: sair da forma 2D (plana) para a 3D é algo um pouco complexo.
![]() |
| Toshikazu Kawasaki em um workshop. (www.origami-kunst.de) |
![]() |
| Yoshizawa e outras de suas criações. (www.nytimes.com) |
A Yoshizawa é um pouco mais simples, mas não menos bonita. Diferencia-se da Kawasaki por ter uma espécie de "torcidinho" no meio.
| Estão vendo o "torcidinho" alí? |
A Kawasaki já se parece mais com uma rosa real. Um pouco mais trabalhosa de se fazer. Eu demoro aproximadamente uns 15-20 minutos para fazer uma.
| Lindas, não? |
Há vários diagramas (passo-a-passo) espalhados pela infernet, mas foi somente com o vídeo desse japonesinho que eu consegui fazê-la perfeitamente! O irmãozinho dele querendo aparecer é muito fofo!
Escrevi um artigo sobre origami para o site da Associação Nipo Brasileira da minha cidade (Campo Grande-MS). Para ler, clique aqui.
Beijos e papéis coloridos para todos!
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Banda BEGIN
Já disse isso e vou repetir: de todas as bandas que gosto, o BEGIN estava em último lugar na lista das que eu achava que um dia, veria ao vivo. Pois bem, é não é que eles vieram para Campo Grande?!
BEGIN (tudo com maiúscula mesmo) é a principal referência da música okinawana. Mistura o tradicional com o pop moderno, guitarras com sanshin (instrumento típico de Okinawa). Seus integrantes são: Heisho Higa, Masaru Shimabukuro e Hitochi Uechi. Os três são amigos desde criança, tomaram rumos diferentes na faculdade e, um dia se juntaram para tocar em uma festa. Nascia aí o BEGIN (ビギン).
Descobri que eles viriam ao Brasil por acaso, fuçando na infernet (sempre ela). A visita em questão se deve ao fato de estarem gravando um documentário sobre os descendentes de Okinawa aqui na nossa terrinha. São Paulo e Campo Grande foram as escolhidas por terem uma grande colônia de descendentes por aqui.
Chegaram em CG City dia 8 de Novembro, visitaram algumas famílias mais antigas, foram à Feira Central e outros pontos turísticos. Mas o melhor de tudo foi a palhinha que deram na Associação Okinawa: cantaram quatro músicas! E eu pude ver tudo de perto, tirar foto, filmar, pegar autógrafo. Nossa, foi muito bom! Deu para cumprimentar todos...dava para ter dito muita coisa para eles. Mas quem disse que minha língua destravou para falar japonês?! Nem um enrolation básico saiu! Cruel, cruel, cruel...
| Uechi-san, Higa-san e Shimabukuro-san na Associação Okinawa de Campo Grande. |
Nesse último sábado, eles fizeram um show em São Paulo. Foi o encerramento dos festejos de 85 anos da Associação Okinawa Kenjin do Brasil. Queria muito ter estado lá também!
A música deles que mais amo, Shimanchu nu Takara, eu já comentei aqui. Vou deixar outros vídeos para que vocês conheçam um pouco mais dessa sensacional banda da terra de meus avós!
Sanshin no Hana - A letra é emocionante, ela fala sobre o tempo em que o avô tocava sanshin.
Kariyushi no Yoru - Sobre uma noite de festividades entre amigos, familiares.
Ojii Jiman no Orion Beer - Orion é uma marca famosa de cerveja por lá!
Ichariba Ohana - Sabe o Stitch de Lilo & Stitch? Então, a Disney, em parceria com a produtora japonesa de animação Madhouse fez uma série de desenhos estilo anime com o bichinho, tendo a ilha de Okinawa como cenário. E ao invés da havaiana Lilo, é uma menininha okinawana, a Yuna. É uma graça! E o BEGIN fez a música de abertura e encerramento. Essa é a abertura.
ニフェデビル、ビギン
Nifee Debiru, BEGIN (Obrigada, BEGIN - no dialeto de Okinawa)
Beijos e sata andagi (isso é uma comida, clique aqui para saber o que é) para todos!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Método simples para segurar marido
É sabido que a situação anda difícil. Muitas mulheres estão em uma incansável procura de seu príncipe encantado, e por mais que tentem, simplesmente não dá. Já ouvi de uma amiga: “Ta feia, a coisa...quem pegou, pegou!”
Então para essas que já “pegaram” e não querem mais largar e muitos menos serem largadas, eis uma dica simples e fácil para manter o ser amado sempre junto de você. Tudo o que você precisa é um cadeado.
Faça assim:
- Compre seu cadeado. Não há preferência de cor ou tamanho. Eu compraria aqueles com desenhozinhos, que são mais fofos;
- Compre também uma passagem para China. Tanto faz se você for sozinha ou com o ser amado;
- Chegando na China, faça um passeio pela Grande Muralha;
- Na Muralha, procure o local onde se prende cadeados;
- Encontrando tal lugar, prenda lá seu cadeado.
- Pronto, o ser amado vai estar junto de você para sempre!
| Cadeadinho, Cadeadinho...segure o meu maridinho. |
| Cansa,hein?! O tiozinho bebendo uma aguinha! Dá uma olhada na fileira de cadeados mais ao fundo! |
Pois é, minha mãe foi para China e descobriu esse detalhe pitoresco da Muralha, a mulherada prende cadeados adoidado por lá. Tudo para segurar seu ser amado!
Viram só? Um método simples, rápido e fácil!
Beijos e livrinhos de simpatia para todos!
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| A Kate já pegou o dela. E você? Já pegou o seu? |
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Bon Odori
Nos dias 19, 20 e 21 de agosto vai acontecer a edição 2011 do Bon Odori na AECNB (Associação Esportiva e Cultural Nipo-Brasileira) de Campo Grande, lá na saída para Três Lagoas.
Adoro o Bon Odori, vou todos os anos e danço todas as músicas. Muita gente que vai lá não sabe muito bem o significado, acha que é um “carnaval de japonês”. Mas tem toda uma cultura e religião por trás. Dá só uma olhada:
O que é?
Bon significa finados e Odori, dança. É uma celebração de origem Budista para homenagear as almas dos antepassados com danças tradicionais e alegres. No Japão, acontece entre julho e agosto. O povo japonês tem um respeito muito grande pelos seus antepassados, e isso é admirável. Mesmo aqui no Brasil, na maioria das casas de famílias japonesas, há um butsudan – um oratório com as fotos e nomes de todos os que já se foram – e um lugar para acender incenso (agora tem um incenso que não faz fumaça e não tem cheiro...meu nariz, meus pulmões e minhas lentes de contato agradecem).
Como é?
São danças em grupo com uma coreografia específica para cada música. Sempre há um grupo que sabe todas elas, aí é só seguir no embalo e tentar fazer igual.
Que tipo de música toca?
São músicas tradicionais, sempre acompanhadas de taikô (tambor japonês). Mas nos últimos anos, houve uma invasão de músicas mais modernas, com coreografias saltitantes que, sinceramente, acho horríveis (se minha sobrinha ler isso, vai me tacar pedras...kkkkkk).
Vamos prestigiar o evento!
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踊ろうよ - Odorou yo ( Vamos dançar!) |
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